Durante a pandemia o tema da saúde mental ganhou força, o cenário de instabilidade pandêmico propiciou a aparição e o reconhecimento de transtornos ligados a saúde mental. Em 2025 houve aumento histórico nos pedidos de afastamento por doenças mentais e comportamentais no Brasil, precisamente, 546.000 licenças concedidas pelo INSS.
Alguns estudos já apontavam o trabalho como catalisador para os problemas de saúde mental, mas a reponsabilidade pelo cuidado ainda era do profissional. Nesse ano, com a atualização dada a NR1, com a inclusão dos fatores de riscos psicossociais no ambiente de trabalho, as empresas possuem coparticipação na proteção do equilíbrio emocional dos colaboradores.
Aqui na Working Up temos afirmado a importância de as empresas construírem programas de saúde mental não com foco em aumentar o engajamento dos colaboradores, mas terem como meta principal a qualidade de vidas para seus funcionários. Sem dúvida, um espaço de trabalho saudável propicia mais envolvimento e comprometimento, mas as empresas devem entender que isso é uma consequência das medidas de cuidado. A implementação das mudanças da NR-1 necessita da colaboração de todos nas empresas, é insuficiente ações feitas apenas pelo RH.
Ainda que a saúde mental seja um assunto grande repercutido e até naturalizado, os números não mentem. O acréscimo de transtorno de ansiedade, burnout, síndrome do pânico e vítimas de assédio no trabalho evidenciam que para quem não entender de pessoas nos próximos anos terá grande dificuldades em liderar, relacionar e crescer na área profissional ou pessoal.
Por Rachel Lemos, Gestora de Pessoas na Working Up
O futuro do ambiente de trabalho preza mais pela qualidade de vida dos funcionários
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O papel das companhias que querem ser humanas e socialmente responsáveis é mostrar aos empregados que deve, sim, existir vida além do trabalho. E que cada funcionário é uma pessoa complexa, com necessidades, emoções, expectativas e vulnerabilidades.
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