Um profissional possui dez anos de experiência ou um ano repetido dez vezes?
É necessário pensar sobre isso, porque uma carreira profissional pode direcionar para a zona de repetição. Isso não ocorre acidentalmente, entre permanecer onde está e realizar mudanças existe o poder de escolha. Algumas pessoas sentem medo de arriscar em assumir novas funções, renunciar a um departamento, lidar com pessoas fora do seu círculo, mudar de emprego etc. Ao evitarem desafios perdem a chance de crescerem. E o crescimento acontece na instabilidade. Enquanto tudo for igual, cômodo e repetitivo, o profissional não se desenvolve e facilmente pode ser substituído.
As empresas podem ser propulsoras para gerarem a cultura do aprendizado. E normalmente toda transformação exige lidar com risco e o estresse. Claro que o estresse contínuo no trabalho resulta em problemas de saúde mental para o colaborador. No entanto, o aprendizado provoca um estresse “bom” que leva a melhoria do desempenho.
Como nos tempos atuais a todo momento surgem inovações, os profissionais que se aprofundarem em diferentes áreas de especialização irão receber destaque. A carreira linear não é mais concebível diante da realidade atual. Um currículo que consta experiências de longo tempo ainda é relevante para demostrar uma carreira sólida. A discussão aqui é sobre o aprendizado contínuo na carreira e como isso comprova a capacidade do profissional de adaptar, refletir sobre erros, expandir sua visão e relacionar.
Nessa reflexão é possível extrair que experiência não é acúmulo de tempo, mas o que foi feito com esse tempo. O desempenho profissional é aprimorado com ajustes, pensar a prática cotidiana e, principalmente, recepção para as mudanças. Experimentando esses aprendizados, pode-se afirmar que há, então, experiência com crescimento.
Por Rachel Lemos, Gestora de Pessoas na Working Up